quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Série de entrevistas Gaita-L (Bresslau)


Fernando Bresslau, participante super ativo do Gaita-L desde 2000, entre amante e profissional da gaita, conta suas vivências virtuais e presenciais na lista de discussão mais antiga sobre gaitas: 

A gaita na vida de Bresslau...

"...começou como hobby, virou emprego e, agora, é hobby novamente. Hoje em dia, continuo carregando um gaita todo dia no meu bolso. Ou numa pequena pochete do extinto site Harponline.de. Tocar, que é bom, toco muito pouco. Estou sem banda no momento e, vivendo na ponte área RJ-SP, não teria como manter ensaios regulares."

As Listas de discussões...

"A Gaita-L foi fundamental, inicialmente, para eu aprofundar meus conhecimentos sobre gaita. Em todas as áreas. Ao mesmo tempo, foi um ótimo meio para conhecer outros gaitistas brasileiros que se tornaram grandes amigos. Através da Gaita-L e outras listas de discussão sobre gaita no mundo como a Harp-L e a Harpchat, construí uma rede de conhecidos que acabei encontrando pessoalmente nos últimos anos: Hong Kong, França, República Tcheca, Holanda, Bélgica, Inglaterra e Escócia, Canadá, Estados Unidos. Foi através das listas, no final das contas, que consegui o contato com a Hohner que rendeu a minha estadia de dois anos e meio trabalhando para a fábrica em Trossingen."


Momentos marcantes...

"... a primeira viagem para o lançamento do CD 'do Gaita-L' em Belo Horizonte, foi muito legal! Mas os festivais internacionais no SESC Pompéia e os encontros do Gaita-BS 'lista de discussões da Baixada Santista' também sempre foram especiais. Lembro de um encontro, acho que na baixada, em que demonstrei, em uma gaita chinesa com chapas de vozes de alumínio, como trocar uma palheta e prendê-la com parafusos. Nesse momento, alguém comentou: "Pô,Bresslau, você deveria trabalhar na Hohner.". Pois é, acabou acontecendo."

Conexões gaitísticas...

"Eu já planejei duas viagens de vários dias ficando em casas de amigos gaitistas. Foram viagens pela Alemanha, Holanda e Bélgica, não no Brasil. Mas demonstram claramente como um interesse em comum e o contato via internet podem forjar amizades e confiança mútua muito fortes. Outro exemplo mais recente foi a minha ida a Fortaleza, onde o Diogo Farias foi me buscar no aeroporto, me alimentou e ainda fez um tour pela cidade! Também recebi amigos gaitistas em casa, e sempre foi muito legal. Por exemplo, durante o Festival Internacional da Harmonica em Trossingen de 2005, recebi o Rodrigo Eisinger, o Ludo Beckers e o Tinus Koorn no meu apartamento, para horror dos donos da casa :) Ou então, a Clara, que foi me visitar em Hamburgo. 
Quanto a encontros, tive a sorte de ir a vários, em lugares diferentes: Asia Pacific Harmonica Festival em Hong Kong, 2004, dois festivais itnernacionais em Trossingen, alguns festivais (Mundharmonika Live) em Klingenthal, também na Alemanha, cidade da Seydel, os Masters Workshops do Steve Baker também em Trossingen, Harmonicas sur Cher na França, NHL em Bristol, Inglaterra e um festival mais recente na Bélgica. No Brasil acho que foi onde fiz mias amigos mais rapidamente. O primeiro foi uma noite só de gaitistas no Delta Blues Bar onde conheci muitos dos que só conhecia via e-mail até então. Show diversos no Centro Cultural São Paulo. A fantástica Jam Session do Sérgio Duarte toda terceira quinta-feira do mês no Mr. Blues, os divertidíssimos lançamentos do CD da Gaita-L em Belo Horizonte, Santos, Rio de Janeiro. Os festivais internacionais do SESC Pompéia já mencionados. As Feiras da Música em São Paulo. Os Blus 'n' Beer da Gaita-BS.
Já falei que amizades são muitas. E que acho ótimo que a internet permite que nos conheçamos muito bem, mesmo à distância. Um exemplo muito legal é recente: há duas semanas vi no Facebook do Staneck que ele iria tocar na Ilha de Paquetá. peguei a barca e fui lá. Além de conhecer um lugar legal e ouvir ótima música, o papo foi instantâneo: "ah, você é o Bresslau? Que legal conhecê-lo pessoalmente finalmente." E pronto, a conversa continua com uma espontaneidade muito grande."

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