quarta-feira, 9 de julho de 2014

Gaita de boca


A gaita de boca ou harmônica, é um instrumento de sopro de palhetas livres. Esta denominação indica que o instrumento tem várias palhetas. Um conjunto de palhetas vibra quando se sopra e outro quando se aspira. Em algumas gaitas, como é o caso da gaita baixo, as notas são somente sopradas, mas esta é uma rara exceção.

Na gaita de boca, a forma como se sopra, altera o pitch da nota, ou seja, sua afinação.


No caso da gaita diatônica de 10 orifícios, é preciso mudar a forma como se sopra para se produzir algumas notas. Este modelo de gaita possui 20 vozes (palhetas), mas com mudanças na coluna de ar a partir de movimentos da língua e da garganta, é possível produzir mais 12 notas no instrumento, que soma um total de 32 notas.

As palhetas da gaita de boca são filetes de metal ultra finos, rebitados sobre uma placa de metal medindo aproximadamente 1mm de espessura, vazada com ranhuras de medidas quase iguais as palhetas. Cada gaita de boca, em geral, tem duas destas placas, denominadas placa de vozes. Uma placa serve às palhetas sopradas, a outra às aspiradas. As duas placas são fixadas ao corpo da gaita de boca, que pode se assemelhar a um pente. O conjunto dessas três peças (corpo, placa soprada e placa aspirada) chama-se combo e, é ele que dá forma aos túbulos por onde a coluna de ar circula. O combo é coberto por chapas de metal recurvadas, chamadas tampas, que dão a gaita de boca seu formato final. Estas tampas geralmente são cromadas para que os lábios deslizem sobre elas com mais facilidade.

A família das gaitas de boca é enorme. No decorrer de seus quase 200 anos de história, surgiram e ainda surgem muitas variações do mesmo instrumento musical, como: gaita diatônica de 10 orifícios, gaita diatônica tremolo, gaita diatônica octave, gaita cromática, gaita cromática tremolo, gaita acorde, gaita baixo, entre muitas e muitas outras.

Aprenda a tocar gaita! Visite:

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Uma "Academia da Gaita"

A inusitada escola online, vem propagando a cultura da gaita e semeando conhecimento musical para estudantes de todo o Brasil. A carência de professores bem preparados para ensinar o instrumento, foi uma das principais motivações que levaram o programador Marco Fogaça e o professor Fernando Xavier a realizar o projeto, que é muito mais do que um punhado de vídeo-aulas.

A Academia da Gaita coloca o aluno em contato direto com o professor, que pode acompanhar e orientar seu desenvolvimento musical desde o primeiro contato com o instrumento. O sistema de troca de vídeos, que é inédito no Brasil, é o grande diferencial da escola. Ele permite que os alunos aprendam uns com os outros e, se beneficiem principalmente, com as vídeos-aulas personalizadas, gravadas em resposta as dúvidas e performances que os alunos submetem ao professor, caso queiram se aprofundar nos estudos.

Ter um professor sempre a disposição, geralmente é caro, no entanto, a plataforma criada especialmente para a Academia da Gaita, possibilita que a demanda dos alunos se enquadrem em uma relação onde o custo da mensalidade X hora-aula trabalhado pelo professor, seja viável para o profissional e bastante econômica para os alunos. O sistema já mostrou resultados muito positivos, e se mostra como um forma democrática de acesso ao ensino musical com qualidade.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Julio Rego, timbre e bom gosto melódico

Julio Rego, gaitista de Aracaju SE, integrante do trio Café Pequeno, em entrevista para Fernando Xavier, fala sobre sua abordagem da gaita diatônica e da dicas de técnicas:  


Quando você migrou do blues para música instrumental brasileira, quais foram os maiores desafios que você enfrentou?
Gosto de blues, sempre gostei, e há uma linguagem e metodologia desenvolvida para a gaita diatônica fortemente influenciada por este estilo musical. Entretanto, transitar por diferentes harmonias, desvincular-se da ideia de "posições" aplicada à gaita blues, experimentar diferentes articulações, o uso da técnica de overbend, o estudo da afinação  entre outras peculiaridades do chamado "cromatismo", enfim,  essas coisas são trabalhosas e desafiadoras nessa migração.

Qual a razão para usar apenas a gaita em C?
Pensar em uma única afinação facilita-me o mapeamento do instrumento, saber onde estão as notas e a familiarização com as articulações. Foi com a gaita C, sistema Richter, que comecei a estudar cromatismo com Otavio Castro. É certo que de vez em quando sinto falta de algumas notas abaixo do C3, evitaria transpor algumas melodias, mas sua tessitura é muito boa, dá pra tocar muita coisa, tô acostumado com essa gaita, é a que tenho usado quase sempre.  Estudo um pouco de cromática também e com isso os dois instrumentos já me dão um certo trabalho.. Ainda assim uso A um pouco, gosto muito de sua sonoridade, gosto da Bb também. Sinto que para tocar em outra afinação como toco a C é necessário um processo de aprendizagem de um novo instrumento observando não apenas a disposição das notas mas também o trato vocal e construção das notas. Pode ser um pouco de exagero, eu sei, mas é quase isso.  Mas acho que cada afinação tem sua expressão e na verdade não deixei de usa-las.. nada melhor, por exemplo, do que um bom blues com a pegada e sonoridade de sua escola tradicional, onde a metodologia das "posições" aplicada à gaita blues dá bastante resultado. Mas penso que o importante não é só tocar cromaticamente as três oitavas do instrumento, seja qual for sua afinação ou seja qual for o estilo musical e não tenho dúvidas que o uso de outras afinações pode enriquecer o resultado, criar novas opções de timbres e expressões, como faz o Howard Levy.

Uma das coisas mais impressionantes na sua técnica é o equilíbrio do timbre das suas notas! Como chegou neste resultado? 
Obrigado pelo comentário!  Para mim tudo começa pelo som que dá origem à nota.  Na gaita diatônica a sonoridade de um bend ou overbend pode até se aproximar do som de uma nota soprada ou aspirada, e procuro, sim, essa aproximação, na medida do possível  sei que ela pode ser importante na execução. Mas penso que a heterogeneidade de timbres ao longo da extensão do instrumento jamais será quebrada e que essa diversidade, entretanto, pode ser  encarada como uma vantagem. Gosto muito da expressividade do instrumento, da possibilidade de modulação dos timbres de suas notas através do uso das mãos, com o sopro, com vibrato, etc. Não toco com muita velocidade mas extrair a melhor expressão de cada som no instrumento é uma busca minha que pode ser equivalente ao que você chamou de "equilíbrio".


Você prepara suas próprias gaitas para a técnica dos overbends?


Faço o básico para a manutenção mas sei que preciso me aperfeiçoar nessa área,  até por uma questão de continuar viabilizando meu trabalho. Acho que é sempre necessário um ajuste do instrumento à individualidade do gaitista. Atualmente tô sem luthyer ,  infelizmente, tô com esse problema.


Tem alguma recomendação de estudo para aqueles que gostariam de tocar música instrumental brasileira na diatônica?
Recomendo o estudo do som do instrumento, o estudo da articulações entre suas notas. Recomendo o estudo de harmonia. Recomendo ouvir bons músicos, independente do instrumento que eles toquem.  Recomendo ouvir choro, bossa nova, baião, etc. A música brasileira é muito rica.  Recomendo ouvir Howard Levy e Otavio Castro, eles têm técnicas impressionantes,  se possível fazer aulas com eles. Gosto dos franceses Sebastien Charlier e Alexander Tholon, do belga Thierry Crommen e dos também brasileiros Diego Sales, Pablo Fagundes e Paulo Prot. Sei que há mais gente mas infelizmente não conheço o trabalho de muitos músicos que estudam o cromatismo.



Valeu por participar!
Obrigado pela oportunidade!

Escute Julio Rego:
http://www.myspace.com/cafepequenoinstrumental






terça-feira, 27 de novembro de 2012

Academia da Gaita


Em breve, todo o Brasil poderá contar com uma escola de gaita online. A proposta é inédita no país, mas já tem história de sucesso em empreendimentos semelhantes em outros países. 

O aluno da Academia da Gaita tem acompanhamento constante do professor. O estudante vai poder assistir vídeo-aulas, praticar onde e quando quiser, então poderá enviar seu vídeo para o professor que lhe orientará através de uma vídeo-resposta personalizada!

Estão sendo terminados os últimos ajustes para lançar a versão de testes. Os interessados em participar desta primeira fase, ganharão um super desconto durante todo o curso. 

São pouquíssimas vagas para a versão Beta!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Série de entrevistas Gaita-L (Bresslau)


Fernando Bresslau, participante super ativo do Gaita-L desde 2000, entre amante e profissional da gaita, conta suas vivências virtuais e presenciais na lista de discussão mais antiga sobre gaitas: 

A gaita na vida de Bresslau...

"...começou como hobby, virou emprego e, agora, é hobby novamente. Hoje em dia, continuo carregando um gaita todo dia no meu bolso. Ou numa pequena pochete do extinto site Harponline.de. Tocar, que é bom, toco muito pouco. Estou sem banda no momento e, vivendo na ponte área RJ-SP, não teria como manter ensaios regulares."

As Listas de discussões...

"A Gaita-L foi fundamental, inicialmente, para eu aprofundar meus conhecimentos sobre gaita. Em todas as áreas. Ao mesmo tempo, foi um ótimo meio para conhecer outros gaitistas brasileiros que se tornaram grandes amigos. Através da Gaita-L e outras listas de discussão sobre gaita no mundo como a Harp-L e a Harpchat, construí uma rede de conhecidos que acabei encontrando pessoalmente nos últimos anos: Hong Kong, França, República Tcheca, Holanda, Bélgica, Inglaterra e Escócia, Canadá, Estados Unidos. Foi através das listas, no final das contas, que consegui o contato com a Hohner que rendeu a minha estadia de dois anos e meio trabalhando para a fábrica em Trossingen."


Momentos marcantes...

"... a primeira viagem para o lançamento do CD 'do Gaita-L' em Belo Horizonte, foi muito legal! Mas os festivais internacionais no SESC Pompéia e os encontros do Gaita-BS 'lista de discussões da Baixada Santista' também sempre foram especiais. Lembro de um encontro, acho que na baixada, em que demonstrei, em uma gaita chinesa com chapas de vozes de alumínio, como trocar uma palheta e prendê-la com parafusos. Nesse momento, alguém comentou: "Pô,Bresslau, você deveria trabalhar na Hohner.". Pois é, acabou acontecendo."

Conexões gaitísticas...

"Eu já planejei duas viagens de vários dias ficando em casas de amigos gaitistas. Foram viagens pela Alemanha, Holanda e Bélgica, não no Brasil. Mas demonstram claramente como um interesse em comum e o contato via internet podem forjar amizades e confiança mútua muito fortes. Outro exemplo mais recente foi a minha ida a Fortaleza, onde o Diogo Farias foi me buscar no aeroporto, me alimentou e ainda fez um tour pela cidade! Também recebi amigos gaitistas em casa, e sempre foi muito legal. Por exemplo, durante o Festival Internacional da Harmonica em Trossingen de 2005, recebi o Rodrigo Eisinger, o Ludo Beckers e o Tinus Koorn no meu apartamento, para horror dos donos da casa :) Ou então, a Clara, que foi me visitar em Hamburgo. 
Quanto a encontros, tive a sorte de ir a vários, em lugares diferentes: Asia Pacific Harmonica Festival em Hong Kong, 2004, dois festivais itnernacionais em Trossingen, alguns festivais (Mundharmonika Live) em Klingenthal, também na Alemanha, cidade da Seydel, os Masters Workshops do Steve Baker também em Trossingen, Harmonicas sur Cher na França, NHL em Bristol, Inglaterra e um festival mais recente na Bélgica. No Brasil acho que foi onde fiz mias amigos mais rapidamente. O primeiro foi uma noite só de gaitistas no Delta Blues Bar onde conheci muitos dos que só conhecia via e-mail até então. Show diversos no Centro Cultural São Paulo. A fantástica Jam Session do Sérgio Duarte toda terceira quinta-feira do mês no Mr. Blues, os divertidíssimos lançamentos do CD da Gaita-L em Belo Horizonte, Santos, Rio de Janeiro. Os festivais internacionais do SESC Pompéia já mencionados. As Feiras da Música em São Paulo. Os Blus 'n' Beer da Gaita-BS.
Já falei que amizades são muitas. E que acho ótimo que a internet permite que nos conheçamos muito bem, mesmo à distância. Um exemplo muito legal é recente: há duas semanas vi no Facebook do Staneck que ele iria tocar na Ilha de Paquetá. peguei a barca e fui lá. Além de conhecer um lugar legal e ouvir ótima música, o papo foi instantâneo: "ah, você é o Bresslau? Que legal conhecê-lo pessoalmente finalmente." E pronto, a conversa continua com uma espontaneidade muito grande."

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Para quê estudar escalas musicais?

Escalas são sequência de notas ascendentes e descendentes, que tem início em uma nota e, final, na repetição desta nota, uma oitava acima. O que define uma escala, é a disposição de seus intervalos, a distância entre cada uma de suas notas. Assim, por exemplo, uma escala poderá ter determinadas notas quando tem início em C e, notas diferentes quando tem início em Ab, no entanto, sua estrutura nunca muda. Como resultado, independente de sua tonalidade, a melodia de uma mesma escala é sempre igual.

Elas deram origem aos acordes, que são constituídos da seleção de algumas notas (arpejos), de uma única escala, além disso, também são a matéria prima para a construção das melodias. É comum que um determinado estilo musical tenha como propriedade o uso de uma determinada escala, que o caracteriza, por exemplo: a escala pentatônica blues para o Blues, as escalas bebop para o Jazz, ou o mixolídeo com quarta aumentada para o Baião.

Deve-se tocar escalas, para que os caminhos melódicos se tornem previsíveis. Ao estuda-las, as passagens de notas ficam mais orgânicas, fluem melhor. Melhora o reconhecimento de intervalos, o que pode ajudar o estudante a tirar melodias de ouvido. É parte fundamental do estudo da improvisação!

É importante que sejam estudadas em todos os tons, com o uso de um metrônomo e com rítmicas variadas. Também, devem ser tocadas com diferentes padrões (mudanças na ordem das notas). Uma dose de escalas todos os dias faz toda a diferença para quem quer melhorar seu som no instrumento!

Bom estudo!


sábado, 29 de setembro de 2012

Nível pré-intermediário III

O mais recente nível publicado, fala sobre formas Blues, onde são explicadas as principais progressões de acordes do estilo, que podem ser escutadas na vídeo-aula. Além disso também convida os estudantes a improvisar sobre diferentes bases através dos novos Blues Didáticos, que têm levadas rítmicas de Blues variadas e harmonias diferentes, com sugestôes de idéias melódicas que preparam  os estudantes para estas novidades harmônicas.

Bom estudo!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Gaita Brasileira na África


O gaitista carioca Jefferson Gonçalves conta sobre sua experiência na África e convida a todos a participar de seu mais novo projeto - por Fernando Xavier 


 Jefferson, você foi convidado três vezes para ir ao Sennegal, onde tocou e ensinou gaita, que lugares tocou, com quem?
A 1º vez foi no ano de 2008 fui eu e Kleber Dias para tocar no Senegal Folk Festival, o convite partiu do Grupo Lé Freres Guissé e da embaixadora do Brasil no Senegal: Katia Gilaberte. No ano seguinte (2009), voltamos para o Senegal fazendo parte do projeto "Raízes", que contou com o apoio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, dessa vez a bailarina Juliana Longuinho fez parte da equipe, fizemos apresentações nos Festivais Kaay Fecc, Sene Folk Fest e ministramos oficinas de dança, gaita e luteria para crianças carentes e estudantes de música. No mesmo ano, ainda pelo projeto Raízes, trouxemos para o Brasil, para à cidade de Nova Olinda, no interior do Ceará, o trio musical senegalês "Les Frères Guissé" e o bailarino Tchebé Bertrand Saky, da École des Sables, localizada em Toubab Dialaw, a cerca de 100 km de Dacar, para oficinas de música e dança africana com as crianças da Fundação Casa Grande.




Em 2010, novamente com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, voltamos para ministrar oficinas de formação de formadores em dança em tecido acrobático (Juliana Longuinho), gaita (Jefferson Gonçalves) e

luteria (Kleber Dias), o que permitiu o desenvolvimento de um pequeno atelier de luteria na Escola de Música de Dacar e a continuidade do trabalho com crianças carentes, por meio dos professores senegaleses
que agora se beneficiam dessa formação. Dessa vez aproveitamos a ida para gravar um video clip de uma versão de Asa Branca e a música tema do projeto, que faz parte do meu CD "Encruzilhada".

Fomos muito bem recebidos, nossa música agradava a todos pelas melodias e principalmente pelos ritmos nordestinos. 
Saiba mais sobre o projeto nos links:



Nunca tive notícia de gaitistas daquele país, fico curioso em saber se você encontrou algum por lá...



Engraçado, todos os gaitistas que conheci eram bem amadores, todos tocavam bem intuitivamente, mas um cantor chamado Ismaël Lô fez um arranjo para uma música tradicional Senegalesa chamada Tajabone e

ficou muito famosa, toquei essa música com o grupo Les Fréres Guissé no Senegal Folk Festival e na primeira nota da melodia o público vinha abaixo, as vezes andando pelas ruas eu pegava a gaita e tocava a melodia de Tajabone, e logo aparecia alguem cantando e sorrindo, era muito divertido! 

O único gaitista profissional que conheci no Senegal foi o Damien Masterson, inglês que roda o mundo pesquisando música, ele já esteve aqui no Brasil, morou em São Paulo e gravou um CD muito bom, ele fala várias línguas e além de grande músico  é uma pessoa incrivel, fui na casa dele no Senegal e passamos algumas horas tocando e conversando muito, foi uma tarde muito boa!



Da sua bagagem musical, você deixou por lá diversas coisas, pois conte o que trouxe desta viagem?

Muitas histórias e momentos felizes tenho registrado em minha cabeça e coração, foram viagens incríveis, cada ano era um local diferente e pessoas diferentes que conhecia, conheci vários músicos, artistas e principalmente as pessoas que trabalhavam com a gente, que hoje considero amigos, apesar de não falar a mesma língua, a sintonia foi ótima, fui muito bem recebido, sinto saudades desse tempo e pretendo voltar. 

Voltei com muitos instrumentos de percussão que hoje são usados nos meus shows e gravações e principalmente tive uma lição de vida muito grande, falo com absoluta certeza que conhecer um pedaço da África foi ótimo para meu amadurecimento musical.


O que você nunca esquecerá?


Lembro de um dia, que estava na ilha de Goré e fui abordado por um artista/músico querendo vender seus trabalhos, ele arranhava inglês e em determinado momento falou que tocava percussão, puxou do bolso
um instrumento que eles chamam de maracas senegalesas e começou a fazer um groove muito bom, puxei minha gaita do bolso e ficamos tocando por um tempo, no final ele me deu as maracas e passou o e-mail
dele para enviar as fotos, dei meus cds de presente e me despedi, voltei para o Brasil e depois de muito tempo toca o telefone da minha casa, quando atendo escuto uma voz muito rouco com um inglês muito
ruim falando que era o meu amigo senegales que estava esperando as fotos e que tinha adorado minha música, ele chegou a cantarolar umas melodias do CD, fiquei super feliz e quando desliguei o telefone foi
que tive noção do que a gaita já tinha proporcionado para mim, isso realmente não tem preço!


Você irá lançar um DVD, conte um pouco e diga como os interessados poderão participar do projeto...


Estou com o projeto para gravar meu primeiro DVD, minha idéia é fazer um produto com qualidade e tentar colocar alguns registros das minhas viagens pelo Brasil e pelo mundo no making off, para isso sair do modo
que eu quero é necessário um investimento alto de dinheiro e como sou independente resolvi entrar no sistema de 'crossfunding', na verdade isso nada mais é que um sistema colaborativo de investimentos de
pessoas jurídica e física, ou seja, os amigos e fans apoiam o projeto. Para saber o valor das cotas e o que recebe em troca do apoio, acesse o link: http://www.sibite.com.br/Projeto/ProjetoDetalhe.aspx?IdProjeto=190

Fotos: Juliana Longuinho

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O que é Blues Shuffle?

Shuffle é uma levada rítmica inconfundível, é a mais usada no estilo Blues. Nela, cada tempo é quebrado em três partes, subdivisão denominada tercina, na qual sua segunda parte é uma pausa:

1, 2, 3

Improvise muito junto com o Blues Shuffle abaixo! Este está em A (Lá), outras tonalidades no canal.





terça-feira, 11 de setembro de 2012

Blues Rock (quick change)

A base a seguir é um Blues Rock, com colcheias retas, ou seja, sem tercinas, cada tempo é dividido igualmente por dois. É um Blues de 12 compassos do tipo quick change, pois o IV7 aparece no segundo compasso (assista a aula sobre a Forma Blues). Improvise a vontade! Bom estudo!


Estude com esta mesma base em outras tonalidades: jam tracks